terça-feira, 6 de outubro de 2009

Carta à você


Já dizia Raul: “Eu prefiro ser, esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.


Hoje eu acordei sorrindo. Julguei estar fazendo tudo certo, não perdendo tempo com besteiras e me empenhando ao máximo para que tudo saísse dentro dos conformes. Mas para você, nunca é o suficiente. Eu acordei sorrindo, e fui embora engasgada, escondendo o choro das pessoas que me acompanhavam.

Você sufoca as pessoas a sua volta com esta mania de falar sem parar e tentar adivinhar o que os outros falariam ou que estão pensando. Você julga as ações sem esperar reações. Você enjoa as pessoas com suas mensagens de celular, e-mails infindáveis e recadinhos em post-its. Tento aceitar sua forma de ser, e tudo que recebo é o pré-julgamento do que sou.
Incansáveis vezes você disse que se eu não sou assim, devo demonstrar como sou, mas quem não vê, de fato, é você, que se condiciona a perceber somente aquilo que quer. Além disso, não pretendo provar nada para você. Isso é o que sou, mesmo que sem definição. E ponto.

Me chateia saber que as pessoas são vistas como marca. Tudo bem como ferramenta de trabalho, desde que você baseie seu branding naquilo que você realmente é, mas não se pode esperar que, na vida, uma pessoa seja uma marca, que não se contradiz, não erra, e não se engana.

Isso é menosprezar o potencial humano, reduzir a regras pré-estereotipadas e claras. Sou complexa e é isso que faz de mim um ser humano. Não me convence de forma alguma a ideia de parecer o que realmente sou. Porque não sei o que sou, e fazer uma definição seria criar algo que na verdade não sou. Eu não preciso agir da forma que você considera correta. Eu não preciso nem sequer me importar com o que você diz, embora me importe.

Quero você fora da minha vida. Prometo não guardar magoas, se quer saber, não te odeio, mas não preciso de você na minha vida. Aprendi muitas coisas com você, sim, mas as lições que tive já foram o suficiente. Tchau. Não me procure.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Espelho do ser

Para olhar
Para ver o que não quer
Para admirar
Para ser franco, se puder

Para ser pego
Para disfarçar sem sucesso
Para mostrar apego
Para confirmar progresso

Para mostrar o que está dentro
Para entender o que está fora
Para saber o que está no centro
Para esperar quem demora

Os olhos que tudo vêem
Os olhos que tudo mostram
Os olhos que compreendem
Os olhos dos que não se afastam

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Feliz aniversário

São muitos anos
Mas talvez nem metade
Eu mudo os planos
E mesmo assim, você me compra chocolate

É como surfar,
Enfrentamos as ondas com entusiasmo
Às vezes sem saber o que esperar
Mesmo que seja um pequeno atraso

Tudo que passamos
Constrói nossa personalidade
Depois das flores, espinhos e ramos,
Agradeço por nossa felicidade

Somos diferentes
O claro e o escuro
E felizes, simplesmente
Mesmo que seja jogo duro

O amor é algo intrigante
É impalpavelmente palpável
O que eu sinto é gigante
Nem um pouco descartável

Hoje é o seu dia
Parabéns para você!
Muita alegria
Quero viver com você!